Verso para memorizar:Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Cron. 6:14).

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  1. Introdução – santo sábado, dia do Senhor, da vida e da felicidade

Que estudo será o dessa semana! Vai ser um estudo sobre o que não devemos fazer. Teremos um exemplo a não ser seguido. Trata-se de uma história desastrosa. Houve um casamento entre um rapaz futuro rei, de capacidade de liderança fraca, com uma mulher vinda de reis dominadores, sendo ela mesma sedenta pela tirania. E para piorar tudo, ela, Jezabel, era pagã, adoradora de deuses que não existem, mas cujo conceito serve para dominar os súditos.
O verso de hoje é um alerta, ou um alarme. Que resultados pode advir da união entre a luz e as trevas? Essa pergunta deve ser refeita para as coisas dos dias de hoje.
Que harmonia pode haver quando se juntam músicos não cristãos com cantores cristãos? Louvor para DEUS? Ou homenagem a satanás? Quando a igreja se reúne nos sábados para buscar comunhão com DEUS, e se houve melodia idêntica àquela que costumamos ouvir nas ruas durante a semana, há nesse lugar harmonia de adoração a DEUS?
Que harmonia pode haver entre a oração feita para abençoar um jogo onde se faz tudo para uns derrotarem outros? Que harmonia pode haver quando se lê a Bíblia e mais tarde se assiste programas de televisão que incentivam como ser cidadão do império de satanás? Que harmonia pode haver se oramos pelo alimento que está na mesa, no entanto sobre ela se colocam coca-colas, carnes contaminadas, alimentos condimentados etc?
Essa é mais uma lição, não para se julgar os erros de Acabe ou de Jezabel. Elas já morreram, nada mais podem mudar em suas vidas. Mas nas nossas vidas, que ainda estamos vivos, podemos aprender deles e não cometer os erros de inconsistências entre a luz e as trevas dos dias de hoje.

  1. Primeiro dia: Acabe

Acabe foi filho de Onri, outro rei em Israel. Nesse tempo já a nação se havia dividido em duas, uma se chamava Israel, o reino do norte, e outra se chamava Judá, o reino do sul. Judá foi governado por descendentes de Davi mas Israel foi governado por várias famílias. No reino do norte jamais houve um rei que fosse fiel a DEUS. Um que outro foi, mas não o tempo todo. Todos eles, uns mais intensamente, outros menos, desencaminhavam o povo para a idolatria. Eles temiam que o povo voltasse a adorar em Jerusalém e se entusiasmasse pela reunificação. Temiam perder o poder. Assim, os reis de Israel procuravam manter o povo ligado a outros tipos de adoração, sempre idólatra.
Onri desencaminhou o povo do DEUS verdadeiro, o que já vinham fazendo os reis anteriores. Acabe, um homem fraco em capacidade de liderança, casou-se com uma mulher estrangeira, filha de reis, e poderosa em autoridade. Na verdade quem governava era ela, não Acabe. Ele fazia segundo o desejo dela. Acabe algumas vezes, diante de um profeta de DEUS, se rendia e se arrependia, mas retornando para junto de sua esposa, retornava ao que ela determinava.
Esse Acabe fez um mau reinado. Ele levou o povo, mais que os anteriores, a adorarem ídolos. E, por influência de Jezabel, os levou a um culto nojento. Praticavam atos sexuais, ou seja, era um culto onde além de sensualismo também se ofereciam seres humanos em sacrifício aos deuses. Esse é o modo mais baixo de adoração, a que chegaram os moradores de Sodoma e Gomorra bem antes de Acabe, que adoravam até mesmo seus órgãos sexuais e eram dados a práticas homossexuais.
Devemos aprender aqui algo preocupante e que nos serve de grande alerta. É incrível como aquelas pessoas que tendem para a apostasia simpatizam com as coisas do mundo, não acha? Logo elas estão envolvidas com algumas atrações mundanas, e não vêem problemas nisso. Faça uma revisão em sua vida, e veja se não está acontecendo algo assim. Em caso afirmativo, ore e jejue pela sua vida, para que DEUS o ajude na transformação.

  1. Segunda-feira: Casal poderoso

            O casal Acabe e Jezabel se tornaram poderosos. Mas o poder vinha mais dela que dele. Ela era filha do rei Etbaal, de Sidon também sacerdote de Astarte. Ser rei e ao mesmo tempo sacerdote era uma prática pagã da antiguidade. Era uma cópia de como DEUS governa, pois Ele é de fato Rei e ao mesmo tempo o Santo de Israel. Satanás procura copiar o modo de DEUS ser. Por exemplo, no Império Romano muitos imperadores eram também sacerdotes, e nesse caso levavam o título de Sumo Pontífice. Na igreja católica, que sucede o Império Romano, o papa é o que governa a igreja e é também seu sacerdote, com o mesmo título dos imperadores romanos, Sumo Pontífice.
Baal era uma divindade pagã daqueles tempos. “Na Bíblia se faz referência a Baal que poderia ser um epiteto de Hadad ou Adad que era uma divindade cananéia e suméria. Um deus da fertilidade. Este deus Adad dos sumérios viria a ser o deus Sin dos acádios mais tarde, pai da bíblica Astarte (filisteus) e do seu irmão Camos ou Camoesh. Ambos também fizeram parte da mitologia Suméria e Acaádia, como Ishtar e Shamash” (Enciclopédia livre Wikipédia).
Acabe queria poder. O casamento com Jezabel provavelmente ocorreu porque Ben-Hadade, rei da Síria, ameaçava os países vizinhos. A Síria resultou da unificação de pequenos reinos alguns deles tempos antes dominados por Davi. A capital da Síria foi Damasco. Os sírios invadiram algumas vezes Israel sob a liderança dos reis Ben-Hadade I Ben-Hadade II Hazael Ben-Hadade III Rezim.
Os povos ameaçados pelos poderosos Sírios trataram de fazer alianças entre sí. Israel, que já não era mais o verdadeiro povo de DEUS, aliou-se com rei de Sidon, por meio de casamento, algo bem comum em toda a história humana. Essa aliança serviu bem a satanás que aproveitou-se para tentar Acabar com a adoração ao Criador nessa região. Jezabel, no tempo de Elias, mandou matar todos os sacerdotes do Senhor, os que ainda restaram sinceros a DEUS. Inclusive Elias estava jurado de morte caso fosse encontrado. Acabe o buscou durante 3,5 anos por toda a região com esse intuito. Jogando um reino seu, a Síria contra os reinos vizinhos, satanás conseguiu levar Israel a uma aliança com pagãos, na tentativa de eliminar a verdadeira adoração ao DEUS Criador. O que era para ser rei em Israel serviu como instrumento do inimigo de DEUS.

  1. Terça-feira: Jezabel e Elias

Chegou o dia da verdade. Foram ao encontro fatal Elias, o profeta de DEUS, Acabe, o rei de Israel, os profetas de Baal (450) e os profetas do posto ídolo (400) – estes comiam na mesa de Jezabel, e foi o povo de Israel. Subiram ao monte Carmelo. Era o dia da decisão: quem é o verdadeiro Deus, Baal ou o DEUS de Elias.
Jezabel, estrategicamente não foi. Mandou seu marido. Ela se preservou de um tremendo vexame. Ela não era boba. Há três anos e meio esse mesmo Elias havia entrado repentinamente na sala do trono de Acabe e em lacônicas palavras, pelo poder de DEUS, havia predito que não choveria durante 3,5 anos. Ora, essa era uma profecia que atingia diretamente o deus Baal, pois ele era o deus da chuva e da fertilidade, inclusive do solo. Jezabel percebeu o fracasso de Baal e seus profetas diante de um só profeta de DEUS. Ela não se arriscou a passar vexame público. E o risco de vida dela ali, diante do povo faminto e falido, possivelmente vendo a causa da terrível seca, era grande. O povo, revoltado por ter sido enganado, por ter Jezabel usado de um sistema mitológico de idolatria para exercer poder político, ali mesmo, poderia cair e ser morta pela revolta popular. Talvez ela tivesse raciocinado nesses termos. O fato é que não foi enfrentar Elias. Mas se mordia de raiva diante desse único homem de DEUS. Se o pudesse matar o faria no mesmo instante.
No dia do monte Carmelo ficou claro quem é DEUS e quem não era nada. Durante muitas horas os profetas de Baal empenharam-se para que fossem atendidos, e nada. E com uma só oração Elias obteve que descesse fogo do Céu e consumisse a oferta. Não havia mais dúvidas: Baal era apenas um mito e mais nada. Caíram os profetas de Baal e caiu o deus pagão. Mas não caiu a rainha que os patrocinava. Ela estava ausente. Não se expôs. Talvez tivesse o mesmo destino de seus profetas se ali se achegasse.
E aconteceu mais. Em nome de DEUS, Elias demonstrou quem tem o poder sobre a chuva. Ele orou, e naquele mesmo dia choveu em grande abundância. Isso deveria ter sido o suficiente para Acabe e Jezabel temerem a DEUS. Mas resultou no contrário. A mulher idólatra endureceu ainda mais o seu coração e prometeu matar Elias assim que pudesse. Agora, evidentemente, do ponto de vista dela, a única opção era matar Elias, pois este era o homem que a estava desmascarando. Ou ela o mata, ou ele acaba com ela!
Assim será nos últimos dias. Um pequeno povo restabelecerá o verdadeiro culto ao verdadeiro DEUS. Isso será no mundo inteiro. Muitos aceitarão e santificarão o sábado, reformarão os hábitos alimentares, e serão salvos. Mas outros endurecerão ainda mais seus corações, em especial os líderes religiosos falsos que se vêem desmascarados. Eles farão tudo para que os verdadeiros adoradores e reformadores sejam mortos. Só mesmo pelo poder de DEUS esta tremenda obra global será cumprida até que o último ser humano saiba distinguir entre a adoração ao DEUS Criador e a adoração a satanás.
Os profetas falsos foram mortos, mas Jezabel, sua líder ficou viva. Isso foi um erro. Ela continuou contaminando a nação, até que, mais tarde, a derrubaram do alto de um prédio, e os cães a estraçalharam. Ela não merecia um túmulo, mas sim, ser transformada em esterco, o que havia feito com a condição espiritual de toda uma nação.

  1. Quarta-feira: A vinha de Nabote

O episódio da vinha de Nabote é esclarecedor sobre a índole de Jezabel e sobre a incompetência e infantilidade de Acabe. O rei passou a desejar a vinha de Nabote, apegada ao seu palácio. Propôs corretamente uma troca ou uma compra, por preço justo. Porém, Nabote, igualmente de modo correto, não a quis vender pois era herança de seu pai.
Diante disso, Acabe se portou como um adolescente contrariado. Ficou tão triste que seu rosto se modificou. Parecia uma criança da qual tiraram o brinquedo preferido. Ele portou-se não como um adulto, mas como quem quer algo e não admite ser contrariado.
Jezabel facilmente o percebeu. Com muita astúcia ela elaborou um plano para que o marido ficasse com a terra. Ela perguntou a Acabe algo assim: afinal, quem governa (manda) nesse país? Não és tu? Essas palavras dizem algo importante. Quem governava era ela, o marido apenas serviu de meio para que ela obtivesse o poder no país.
Então, de imediato, de sua boca saiu o plano maldoso. Plano que também selou o se destino, e o de Acabe. Mandou que fizesse um jejum, para dar a entender que algo muito grave havia acontecido referente a adoração a DEUS. Agora ela apelou ao DEUS em quem não cria. Apelou para exercer poder e para obter vantagem, e para matar. Assim ainda hoje fazem muitos, usam a Bíblia para proveito próprio e para se enriquecer, não para salvar. A televisão está repleta desses pregadores.
Nabote foi acusado falsamente, sem possibilidade de defesa, de blasfêmia contra DEUS e contra o rei. Era mentira, armação. Mas Jezabel não se importava, ocorre que Nabote era um servo de DEUS. do ponto de vista de Jezabel, sendo assim, seria vantagem também para ela que Nabote fosse morto. Um adorador de DEUS a menos, pois os profetas de DEUS já os havia matado quase todos. Todo o falso julgamento foi feito muito sumariamente, e, ato contínuo, ele foi apedrejado. É sempre assim, na rapidez o bom senso desaparece e não há tempo para defesa nem para a justiça. Então ela deu outra ordem, que o marido, pouco astuto, ainda não havia percebido. Mandou que ele tomasse a terra de Nabote. Ela teve que dar essa ordem a Acabe, veja só! Então, quem reinava naquele palácio. E ela ainda perguntou se ele não havia percebido que Nabote era morto. Que assassina!
Vamos fazer uma pequena meditação: que reino era esse? Que anciãos eram aqueles que participaram da trama da rainha? Que povo era esse que, conhecendo Nabote e conhecendo Jezabel, participou dessa trama, posicionando-se do lado errado? Que rei era esse que nada vez para impedir uma injustiça tamanha? Muitos ali pecaram, mas os dois mais responsáveis, solidários no assassinato eram Jezabel e Acabe.
Amanhã veremos como essa história terminou. Foi terrível o fim de Acabe (ou Acabe com ele) e Jezabel. Fim merecido, e não por falta de aviso.

  1. Quinta-feira: O fim vem...

O casal de adoradores vendido a satanás e disposto a levar toda nação de Israel a adoração de Baal teve um final nada glorioso. É um prenúncio do fim daqueles que se entregam ao demônio. Eles não contam com a proteção de DEUS.
Já estive presente em ocasião de manifestação do demônio. Ele é tão revoltado e tão degenerado que ofende aos seus anjos. Estes, por sua vez, se submetem a ele por falta de opção. Não são fiéis a ele, são seus escravos. Assim também se tornam os seres humanos que a ele se aliam, principalmente nas formas de culto dele. O fim de todos os que se vendem ao demônio sempre é terrível. Satanás é tão vingativo que não poupa nem mesmo os seus aliados (em forma de escravos, mas que em seu pensamento se acham livres).
Acabe e Jezabel tiveram um fim horripilante. Ela mais que ele, pois era a que dominava no reino. Observe só o que aconteceu com Acabe. Numa batalha contra a Síria, onde também estava o rei de Judá, este vestido com a roupa real, e Acabe camuflado de soldado comum, o inimigo procurava um rei, não os dois. Qual rei procurava? Acabe! Encontraram Josafá vestido de rei. Mas vendo que não era Acabe, o deixaram. Muito curioso, não é? Por que não aproveitaram para matar também este rei? DEUS estava nesta batalha, Josafá não era para ser morto assim.
Mas Acabe não seria encontrado pelos sírios. Vestido como um soldado qualquer não poderia ser reconhecido. Então um soldado atira uma flecha ao acaso. Ela atinge Acabe passando exatamente por uma emenda de sua armadura, e penetra fundo em seu peito. À tarde ele morreu. O sangue que perdera no carro de guerra foi lambido pelos cães.
Tempos depois, Jeú, que conquistava o reino de Israel, foi para a cidade de Jesreel. Ali mandou que Jezabel fosse atirada do alto do palácio, talvez do segundo andar. Mas, é bem curioso, ao cair ela se arrebentou vindo a salpicar a parede do palácio. Jeú, com seus cavalos e seu carro passou por cima dela, e entrou no palácio e fez ali uma refeição. Depois mandou que Jezabel fosse enterrada, mas só acharam dela a caveira, as mãos e os pés. Os cães, durante o tempo de uma refeição, devoraram essa mulher, classificada por Jeú como maldita. E essa era a melhor descrição dela.
Acaziaz, filho de Acabe o sucedeu como rei, seguiu os passos do pai e da mãe. Mas é incrível, ele havia presenciado o poder de DEUS, soube do embate entre os profetas de Baal e Elias. No entanto, duro de coração, persistiu na carreira maldita de sua mãe. Seu fim também não demorou, morrendo doente numa cama.
Qual a lição da história de Acabe, para nós hoje? Devemos ser fortes em DEUS, não vacilantes. Devemos desenvolver a fé para confiarmos em DEUS e não nos deixarmos influenciar pela Jezabel de hoje. Quem é ela? A Televisão e muitos de seus programas, a internet e muitas de suas opções, grande quantidade de filmes, e uma parafernália de atrações do mundo. Isso tudo nos influencia poderosamente, a tal ponto que muitos dos adoradores do DEUS verdadeiro agirão como Acazias. Depois de doutrinados nas atrações satânicas do mundo, muitos que já foram servos de DEUS, mesmo tendo visto o Seu poder dentro da Sua igreja, voltar-se-ão contra ela e contra os adoradores que permanecerem fiéis ao Criador. Isso é uma tragédia, como a da família de Acabe.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Acabe e Jezabel formaram um casal perfeito para satanás agir. Ele um homem egoísta e fraco, ela uma mulher determinada, sedenta por poder, e fortemente idólatra.
Já nos tempos antigos a idolatria servia para dominação política. As pequenas nações cidades, ou os grandes impérios valiam-se do medo que sentiam os adoradores de ídolos que acreditavam que poderiam subjugá-los. Funcionava assim: o estado, isto é, o rei, possuía duas fontes de poder, um era o seu exército, o outro era o sistema místico de adoração. Os sacerdotes desse sistema místico sempre eram ligados ao rei. Os sacerdotes eram is intermediários entre os adoradores e os deuses, e o rei muitas vezes era um quase deus. Estes sacerdotes possuíam tremendo poder sobre o povo, pois, sendo amigos dos deuses, sabiam da suas supostas vontades. Mas o povo era ignorante com respeito a vontade dos deuses. Aliás, a tal vontade desses deuses era não outra coisa senão aquilo que os sacerdotes diziam ou queriam. E mais, esses tais deuses, vingativos e muito exigentes, oprimiam o povo com exigências absurdas para se contentarem. Servir a eles exigia sacrifícios em muitos casos de até vidas humanas, senão não chovia, ou ocorriam desgraças, ou aparecia um inimigo, ou vinham pragas e assim por diante. Esse sistema mítico tem seu poder nas ameaças e na ignorância dos adoradores. O fato é que os tais sacerdotes eram aliados ao rei, e os dois exerciam poder sobre o povo. Ou dito de outra forma, os reis dominavam valendo-se do sistema místico de adoração e também de seus exércitos. Podemos dizer que este sistema era a união do estado com a igreja, que é diferente da união da igreja com o estado.
Na Idade Média ocorreu algo diferente, a união da igreja com o estado. Nesse caso era a igreja valendo-se do estado para exercer poder, a impor uma forma de adoração, a mesma daqueles sistemas antigos. Essa nova combinação mostrou-se ser muito mais cruel que a anterior, que visava basicamente conquistas de terra. Na nova modalidade de aliança, agora Igreja usando o estado para exercer poder, a crueldade se extrapolou pois o poder agora queria exaltar a adoração ao demônio, além de também ambicionar riquezas materiais.
Pois bem, esse tal de Acabe e Jezabel usaram algo de dupla natureza. Tanto queriam exercer poder político como queriam exterminar a adoração ao DEUS Criador. No seu tempo ser adorador a DEUS era fatal, ou seja, estava condenado a morte. Jezabel (Acabe nem tanto, pois ele era como o bobo da corte) estava determinada a dominar aquela região e tornar exclusiva a adoração àquele ídolo nojento de Baal. Jezabel, por meio de Acabe, tornou-se uma agente de satanás para eliminar o povo de DEUS, tanto do reino de Israel (reino do norte) quanto do de Judá (reino do sul).
Satanás intentava controlar todo o povo de DEUS. A filha de Acabe com Jezabel, Atalia, casou-se com o filho do rei Josafá, de nome Jeorão, futuro rei de Judá. Em II Crôn. 22:3 diz que ela era filha de Onri, pai de Acabe, mas não quer dizer que significa isso mesmo, podendo significar ser a neta dele. Chamar a neta ou o neto de filho era uma forma comum no antigo hebraico.
Atalia mostrou-se, como Jezabel, ardorosa defensora do culto a Baal. Após Jeorão reinar por 8 anos, morreu, e seu filho Acazias subiu ao trono. Em menos de um ano Jeú o matou, juntamente com Jorão de Israel. Foi então que Atalia assassinou todos os seus próprios netos para se tornar rainha. Ela era, como Jezabel, sedenta por poder. Escapou só Joás, salvo por sua tia Jeoseba. Ele tinha por volta de um ano quando ocorreu esse episódio. Atalia assim usurpou o trono de Davi, ou melhor, satanás raptou esse trono por meio dela. Isso tudo era a execução de um plano de satanás, tomar o trono do povo de DEUS e eliminar a adoração ao Criador. Mas ao Jeú completar sete anos, o sacerdote Joiada o proclamou rei, e a rainha Atalia foi morta naquele mesmo dia. A casa de Jezabel chega ao fim da tentativa de controlar a adoração junto ao povo de DEUS.
Em nossos dias, e estes são os dias finais, há um sutil combate das forças de satanás contra a verdadeira adoração. Por enquanto esse combate é bem discreto, mas ele se acentuará. Logo enfrentaremos a batalha final. Ela será impossível de ser vencida por qualquer adorador a DEUS se ele não tiver uma grande força adicional divina para suportar. Hoje é o tempo de preparo para logo mais enfrentarmos a batalha do desfecho, a batalha pela almas humanas.