Apapanhando jabuticabas
Regina e Eduardo passavam
junto de um muro por cima do qual pegariam uns galhos de
jabuticabeira, carregados de frutas maduras. Nunca haviam visto jabuticabas tão lindas e tão maduras Eduardo apanhou
algumas, dizendo:
Que jabuticabas doces!! Tome uma, Regina disse ele apanhando mais uma. São deliciosas, acrescentou, passando a língua nos lábios..
Regina olhou as lindas frutas grudadas na árvore e disse:
— Sim, nas nua nos pertencem
— Os galhos estão para lá do muro, argumentou Eduardo, e não acredito que o Sr. Antonio irá incomodar-se se pegarmos algumas frutas...
Regina ficou firme em sua opinião. Não aceito nenbuma, Eduardo.
Não são nossas, embora estejam para cá do muro...
Volvendo as costas para as tentadoras frutas, Regina continuou a andar no rumo de casa.
Eduardo serviu-se de mais algumas ahuticabaa, antes de se ui
Algumas
semanas deppis Eduardo esquecera tudo acerca das jabuticabas.
No seu próprio quintal, o pessegueiro
estava com os passegos amadurecendo. O pessegueiro era ainda pequeno. Eduardo
ajudara o pai a plantá-lo alguns anos atrás e era a primeira vez que ele produzia.
Um, dois, três, contou Eduardo até dez... Dez pêssegos... não era muito, mas eram tão lindo...não são mesmo, Regina? que a esta altura sentia água na boca... só em pensar nos pêssegos... o papai diz que pruvavelelenle
estarao maduros no domingo.
Quando voltarmos da visita ao Titio Bento, estarao boas para serem comidos.
Regina e Eduardo foram fazer uma visita ao Tio Bento, numa cida de próxima, e tia
Margarida,era a sua esposa. Tiveram o prazer de ir com eles na igreja, na classe dos menores, no culto... Mas varias vezes, nos últimos dias da semana, as crianças falaram
de seu pussegueiro a dos belos e suculentos pssegos que estariam a sua
espera quando voltassem.
Assim, não
admira que uma das primeiras coisas que fizeram quando, no domingo, chegaram em casa, foi
correr ao quintal para ver se os pessegos estavam mesmo no ponto.
Que decepção Nao havia pessego nenhum no pessegueiro. Eduardo quase uno acreditava
nos próprios olhos... Ora pois, como? .. . exclamou.
Regina examinou a arvore em toda a volta, e Eduardo
mexeu nos galhos e folhas como se os pssegos se tivessem escondido. ‘Algum os deve ter furtado!
acrescentou Eduardo, enquanto lágrimas lhe deslizavam pelas faces. “Quem era esse mesquinho e bôbo?
— Opessegueiro fica muito perto da cerca, disse Regina, e os que na rua passassem na calçada poderia
facilmente tirar as frutas.
Regina lembrou-se de uma coisa: — Eduardo, disse ela, lembra-se das jabuticabas? Você disse :“Os galhos estão para cá
do muro, de modo que penso que o Sr. Antônio nao se incomodará se tirarmos
algumas...?E esses pêssegos estão perto da calçada, também, e por certo
algum teve mesmo
pensamento que você, Eduardo. Pagaram com a mesma moeda..
— Oh ... Eduardo tomou fôlego. Eu no pensei que o Sr.
Antônio contasse
com aquelas frutas. Talvez ele também tenha ficado desapontado. As
jabuticabas realmente não me pertenciam. E, afinal de contas, tirar a que pertence a
outro é realmente furtar. O papai diz que mesmo nas coisas pequenas será
feito o registro das nossas ações...
Eduardo ficou pensativo. — Você sabe,
Regina, creio que você tinha razão. Aquelas jabucicabas não eram minhas, embora
estivessem pendentes por cima de calçada, assim como nossos
pessegos não pertenciam à pessoa que os tirou. E eu nunca mais tirarei frutas
alheias, causando a alguém a mesma dacepção que sofri agora.
Eduardo fez um sorriso, meio amarelo... é verdade, mas estava resolvido a cumprir Sua resoluçao.