Não furtarás. Êxodo 20:15

Esse é um dos 10 mandamentos... lembra-se?

 

Leia-os em Êxodo 20:20:1-17


Carlos entrou numa venda

Quando o Sr. Roberto, dono da ver da perguntou a Carlos o que ele queria, Carlos pediu três cocadas, e deu ao Sr. Roberto una nota de cinquenta reais.
O Sr. Roberto era idoso, e a vista já
estava um tanto turva.
Além disso, estava com muita pressa. Ao dar o troco a Carlos, havia
dez reais a mais. Enganara-se.
-
Por um momento Carlos ficou surpreso. Então pos depressa o troco no bolso e apressou-se a sair do armazém.
Mas nao se sentia bem com isso: Em sua consciência havia urna voz que dizia, e repetia sempre: "Isto nao esta certo, Carlos."
"Mas, eu nao fiz nada de mal", dizia Carlos de si para si. não
furtei o dinheiro. O Sr. Roberto foi quem me deu. O erro foi do Sr. Roberto.
Mas a consciência de Carlos não acreditava nisso. Era como uma lasquinha de madeira, ou um espinho, a machucá-lo sempre. Não podia varrer do pensamento o caso. Afinal, foi falar com a mãe.
Mamãe, disse Carlos, se alguém comete um erro, dando a uma pessoa troco demais numa compra, de quem a falta? A mãe de Carlos era muito sábia. Disse: Realmente não importa_de quem seja a falta. Se alguam por engano lhe dá alguma coisa que nao pertence a você, isso não torna a voca dono disso. Você deve explicar o caso à pessoa, e devolver o excesso.
Mas, por que isso, mamãe? Isto não é furtar, é?
Não, não é furtar, meu filho; mas, você ou alguém tem de pagar as mercadorias que há no armazém. Se for cometido um erro e você receber dinheiro ou mercadoria que não lhe pertence, nao é simples erro. Pode dar-se isso com o caixa que serve ao freguês. Ou com o dono ou gerente do negócío. Mas alguém terá de pagar aquilo que voc tem em mãos e não pagou.
Então o Sr. Roberto terá de repor em sua
máquina registradora os dez reais que ele me deu demais de troco??? pensou Carlos. Agora Carlos sabia por que era que a conscíência o estava perturbando. Não era porque tivesse tirado alguma coisa que nao lhe pertencia, mas porque estava guardando uma coisa que pertencía a outro!


Correu ao armazén e disse:
Sr. Roberto, o senhor me deu troco demais. Vim trazê-lo de volta, pois é seu, e não meu.
O Sr. Roberto sorriu.
- Eu notei o erro logo que você saiu, disse ele; mas estava certo de que você voltaria para me explicar o caso. Guardei aqui este doce para lhe dar logo que viesse. Eu sabia que voce era dessa espécie de menino, um menino honesto.
Quando Carlos saiu da venda, com o doce na mão, sentia-se muito feliz.

O doce logo seria comido e esquecido, mas as palavras do Sr Roberto ficariam com Carlos por muito tempo.