Não Perca a Esperança! Paulo prega aos gentios
SINOPSE
Paulo recebeu uma missão difícil. Foi enviado para ensinar os gentios — pessoas que não conheciam a Deus — a respeito de Jesus e de Seu sacrifício. Sua responsabilidade era revelar o caráter de Jesus de tal maneira que eles pudessem compreender. Precisou alimentar os bebês na fé com “leite” e os mais maduros com “alimento sólido”. Precisou reprovar os comportamentos errados e ao mesmo tempo animar as pessoas na fé e atender às necessidades de todos que encontrava. Certamente, não foi uma tarefa fácil!
Uma das doutrinas fundamentais que Paulo sentiu ser muito importante ensinar foi a doutrina da segunda vinda de Cristo. Desejava animar os novos cristãos com a promessa da volta de Jesus, da ressurreição dos mortos e da vida eterna para todos aqueles que aceitarem o sacrifício de Jesus em seu lugar.
Pode ser que ao ouvirmos repetidamente as boas-novas do evangelho seu efeito perca a força. Muitos de nós não nos damos conta do que as promessas de Deus realmente significam para a nossa vida. Muitos de nós nas- cemos ouvindo que Jesus voltaria, mas fracassamos em perceber o que a vida seria sem essa esperança. Na verdade, não lhe damos o devido valor.
Ao avaliarmos o que Deus realmente está nos prometendo, obteremos uma nova percepção de nossa responsabilidade em relação à vida espiritual de nosso próximo. O ato de servir torna-se essencial em nossa vida e percebemos que a maneira com que representamos Deus causa um profundo impacto na vida dos não cristãos ou dos bebês na fé.
OBJETIVOS PARA SEUS ALUNOS ALCANÇAREM
• Entender por que as boas-novas de Cristo são tão especiais. (Saber)
• Sentir a responsabilidade em relação a sua jornada espiritual. (Sentir)
• Escolher aproveitar as oportunidades de servir ao próximo, como também avaliar a importância que a esperança em Jesus tem em sua vida. (Responder)
PARA O PROFESSOR EXPLORAR
• Segunda vinda de Cristo (Nisto Cremos, n° 25)
Serviço cristão
Atividade
Peça para os alunos imaginarem como seria a vida se não houvesse esperança alguma para o ser humano após a morte, se a segunda vinda de Jesus não fosse real e se não existisse mais nada além da morte.
Se isso fosse verdade, o que fariam de diferente em sua vida? Eles se sentiriam responsáveis pelos outros? Ajudariam o próximo? De que maneira se sentiriam em relação aos relacionamentos com outros seres humanos sabendo que não existe nada além da vida na Terra?
Em seguida, peça para imaginarem que foram alcançados pela boa-nova da volta de Jesus e da esperança de viver eternamente. Como se sentem agora?
Ilustração
Uma jovem professora que lecionava numa escola do interior se sentia frustrada porque os alunos não se interessavam em aprender. Sentia-se como se estivesse batendo a cabeça contra a parede. Vez após outra, ao sair da escola e voltar para casa, encontrava seu carro vandalizado.
Sabia que os alunos estavam revoltados por serem pobres. Que se sentiam desrespeitados. Que sentiam como se o mundo inteiro estivesse contra eles. Ao mesmo tempo em que foi tentada a ficar com raiva dos alunos que estragaram o carro, percebeu que não estavam tão revoltados com ela quanto estavam com a sociedade. Assim, decidiu usar essa revolta para ajudá-los a aprender.
No dia seguinte, fez um acordo com a classe. Se cada aluno da classe conseguisse 80% de aprovação, permitiria que jogassem quantos ovos quisessem em seu carro por um dia. Se conseguissem 90% ou mais de aprovação, permitiria que cortassem os pneus até que ficassem parecendo elástico de dinheiro! Os alunos concordaram, maravilhados com a tática da professora.
Fiéis ao acordo, os alunos não vandalizaram o carro novamente naquele semestre. Em vez disso, estudaram o máximo que puderam. Ao final do semestre, a professora surpreendeu-se ao comprovar que todos os alunos atingiram 90% de aprovação!
Na semana anterior, o carro antigo da professora havia pifado, levando-a a adquirir um carro novo. Mesmo assim, ela não deixou de cumprir a promessa. Felizes da vida, os alunos não perderam tempo! O automóvel nunca mais foi o mesmo, mas a professora encarou a situação de seu carro como um lembrete da vitória de seus alunos!
Uma Ponte Para a História
Paulo também se deparou com alunos difíceis. Encontrou pessoas de todos os tipos e de várias origens religiosas, todas olhando para ele a fim de aprender a respeito do Messias judeu que viera salvar os gentios também. Não foi fácil, mas assim como a professora encontrou uma maneira de ensinar os alunos, Paulo fez tudo o que sentiu ser importante para ajudar aqueles bebês na fé a entenderem a Palavra de Deus.
Aplicando a História (Para Professores)
Qual é o objetivo da carta de Paulo?
Que coisas Paulo incentivou os tessalonicenses a fazerem para crescerem espiritualmente?
Por que Paulo considerou ser tão importante explicar àquelas pessoas o que aconteceria na segunda vinda de Cristo?
Em sua opinião, de que maneira essa informação afetou a vida daquelas pessoas? Como pode ter ajudado a enxergar as coisas sob um ponto de vista diferente?
Em sua opinião, como esse conhecimento mudou a maneira de enxergarem a vida? De que maneira os encorajou?
Se você perdesse a esperança na ressurreição em Cristo, o que mudaria em sua maneira de enxergar a vida?
Perguntas Adicionais Para os Professores
Que conselho prático Paulo deu aos tessalonicenses?
Que motivação Paulo lhes apresentou?
De que maneira Paulo demonstrou gentileza? Que tipo de encorajamento lhes ofereceu? Utilize a passagem a seguir como fonte alternativa relacionada à lição desta semana:
1 Coríntios 9:19-23; 13.
Apresentando o Contexto e o Cenário
Tessalônica foi a cidade mais importante da Macedônia e abrigou o porto principal da região. Foi fundada em 316 a.C., durante o império de Alexandre o Grande. Os romanos também a valorizavam muito, não decaindo nenhum pouco em sua importância. Ali foi fundada a segunda igreja na Europa. Paulo escreveu a carta aos tessalonicenses de Atenas em 51 ou 52 d.C. O capítulo 18 de Atos relata um pouco a respeito da época em que a primeira e a segunda carta aos tessalonicenses foram escritas.
Paulo havia sido bem-sucedido em ganhar pessoas para o cristianismo, mas também havia enfrentado grande oposição. Foi obrigado a deixar a igreja recém-formada de Tessalônica devido à forte oposição. Preocupou-se com os novos conversos com medo de que fossem perseguidos. Enviou Timóteo para animá-los e para trazer-lhe informações da situação da igreja. Ao receber a notícia, através de Timóteo, de que os novos conversos permaneciam firmes na fé, escreveu a Primeira Carta aos Tessalonicenses para encorajá-los a viver a vida santa.
Paulo escreveu a Segunda Carta aos Tessalonicenses pouco tempo depois da primeira como um “P.S.”, um acréscimo para explicar aquilo que não haviam compreendido na primeira carta. Os tessalonicenses pensavan que Jesus voltaria em sua época e temiam que aqueles que morressem antes desse grande evento não herdassem a vida eterna. Por isso na Primeira Carta aos Tessalonicenses, Paulo tratou especificamente desse assunto.
Em seu profundo zelo pelo evangelho para demonstrar que criam que Jesus voltariam em sua geração, alguns membros da igreja de Tessalônica pararam de trabalhar. Tornaram-se um fardo para aqueles que ainda continuaram trabalhando e motivo de zombaria para os não cristãos. Essa situação precisava ser resolvida. Por isso, Paulo escreveu uma segunda carta insistindo para que continuasses trabalhando e não aguardassem a volta de Jesus na ociosidade. Paulo descreveu algumas coisas que antecederiam a volta de Jesus, especialmente a vinda do anticristo.
As cartas aos tessalonicenses nos dão uma boa ideia do que os cristãos primitivos criam em relação a algumas doutrinas fundamentais, como a ressurreição. Muitas pessoas preocupam, achando que nos desviamos dos ensinos originais do cristianismo. Mas, ao ler as cartas de Paulo às igrejas primitivas, podemos ver exatamente o que Paulo ensinava.
Atividade
Peça para os alunos pensarem numa situação em que faz com que desejem mais a volta de Jesus. Quem sabe desejem que Jesus volte logo ao ouvirem as notícias terríveis na televisão. Talvez sintam assim ao perderem um ente querido ou ao verem alguém que amam sofrendo. Discutam essas situações. Que tipos de sentimentos os cercam? Encerre relendo o Verso Bíblico.
Resumo
Paulo ensinou aos novos cristãos de Tessalônica importantes lições a respeito da vida cristã e da esperança na volta de Jesus. Cada um de nós encontra-se num nível diferente em seu relacionamento com Jesus. Estar no início não significa que a pessoa seja menos importante ou menos amada, mas nos dá a responsabilidade de animarmos e apoiarmos essa pessoa. Às vezes, somos rápidos em julgar o próximo por suas ações ou atitudes, mas se lembrarmos que podem estar num nível diferente de compreensão ou num estágio diferente em seu relacionamento com Deus, poderemos ser mais pacientes e lidar com essas pessoas de outra forma.
É muito confortante saber que Jesus está voltando e que a dor e a tristeza deste mundo não durarão para sempre. Apegue-se a essa esperança! As coisas vão melhorar!
Se você possuir o livro e estiver interessado em mais detalhes sobre o estudo acima, procure no livro de Ellen G. White Atos dos Apóstolos, capítulos 25 e 26.
Dicas Para um Ensino de Primeira Linha
Ambiente Seguro
A seguir encontra-se uma dica muito importante de como lidar com adolescentes. Foi escrita por Kelley Renz:
“Inspire confiança. Não saia espalhando por aí o que foi dito nas reuniões do grupo.
Obviamente, se houver qualquer insulto ou palavras/comportamentos perigosos, você tem a obrigação de informar os adultos responsáveis; mas, fora isso, encare o que for dito em classe com integridade.”
Os adolescentes sentem-se mais à vontade para revelar aquilo que pensam se sabem que o que for dito não será imediatamente reportado para os pais ou usado para servir de piada mais tarde. Para opinar com honestidade, todo mundo precisa ter certeza de que não será motivo de gozação ou reprimido mais tarde.
